
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
AERONAVES POUSANDO...

segunda-feira, 23 de abril de 2007
Para você...

Se as flores estão...
existem esperanças de que o sol nasça
De que as noites tragam seu orvalho
que nuvens derramem as chuvas
Sou esperançosa nessa coisa doida de viver
De que a vida vale esses riscos que a gente tem que correr
Correr da estrada, na estrada
Ver aquelas nuvenzinhas de pó que se levantam e ir em frente
Em frente pra você, de você, com você
Quero estar assim na tua vida
Hoje, sempre seja do jeito que for
Tua melhor amiga, tua alma amiga
Teu tempo sem contar em ponteiros dos relógios nossos
ser, pra você...ser...
não há cobranças meu amigo
é só meu riso estampado no teu rosto
histórias que podemos contar
risos que poderemos nos dar
alegrias, tristezas que possamos chorar
eu sou pra você...
meu riso estampado no teu rosto,
lindo de viver
meu, seu, nosso...
encontrei um lugar pra ficar
eu que só queria passar
deixar saudades nossas no ar...
meu melhor sorriso,
é pra você sonhar...
Todos os direitos reservados a autora
sábado, 7 de abril de 2007
Teus sorrisos nos meus... olhos
Teus sorrisos nos meus... olhos
Há um sonho maior que esses meus olhares esperançosos
Um dia, uma lua, várias estrelas... sorrisos dados ao acaso,
pretendendo conquistar mais que amar... de laranja pintar
outonos... e suas folhas velha-novas, renascendo das manhãs
versos brancos me descobrem, pela boca do poeta... inquieta alma...
vira seta quando aponta os ventos do sul... em velas coloridas
propaganda em olhos otimistas e intimistas...seus olhares e eu,
a ventania joga no ar... voa em outros ares...
menor-dor, das que trago no peito, apertando uma esperança
um dia chegando, talvez... pudesse ser outono nesses laranjas do céu
que sempre estão diante dos olhos e dos versos... meus,
presentes de Deus e de seu infinito amor pelos olhos da sua menina,
eu sou, coração transborda de agradecimento pelos agrados Teus...
são só...os sonhos e eu...azuis-laranjas...o céu, vários outonos,
alguns amores, imensas dores, sem rancores, um campo de flores,
teu sorriso e o meu... nos meus olhares...
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sexta-feira, 6 de abril de 2007
AS PEDRAS E AS FLORES... em mim...



Começando um ensaio para o grande baile...
a dança é dos ventos...
que o resto suma na poeira das estradas,
eu sou eu e o vento é o vento
pai e filha essência de uma mesma substância contrária
plantei flores, ventania desfolhou, colhi poesias
Chutei pedras, rolaram no tempo, e o seu tempo...
E o tempo?
O tempo é tempo... (in) tempo...
“zen” tempo ...de realizar tudo...
todos eu tento...
coloco meu chapéu de flores
chuto tão alto que pedras atingem meus sonhos
E daí?
São meus...
sonhos e minhas pedras e flores nossas...
Se cruzar comigo no meio do caminho
Tiro-me pra dançar essa dança que eu (in) vento,
Rodopiarei agarrada na estrada, com meu vestido
azul... de estrelas laranjas...
Citarei os “Borges”: “se você quiser... danço com você no pó da estrada”
Sou madrugada nessas ventanias...
Quero ganhar estrada e completar meu itinerário
Sem cair meu chapéu de flores
Pulmão repleto de ar...perder o fôlego
Me tirar pra dançar...quero aprender a jogar,
flores e pedras... que em mim encontrar
Pedras e flores


Respostas estranhas e dificieis...
Perco-me nas horas solitárias...
jogo meus olhares além das ventanias
que trouxeram tantas folhas roçando minha alma...
aquelas que sobraram de outro dia,
daquele fim do mundo que não acabou
novamente, pousou aqui na porta
absurdos de uma alma inquieta e sem visão de aquietar-se
agitada a cada instante nessa solidão,
não espero, somente quero,
olhar o céu azul e ver estrelas lá...
que renasçam pequeninas ao meu olhar,
mas que brilhem e diminuam o alcance dos teus...
um tostão para entender...entediar-se
batidas de um rock progressivo,
menos progressivo que minha dor latente
aquela dor que causa medo,
que incrustou nas pedras do meu pensamento
tenho pedras e flores em mim...
colham as flores, chutem as pedras...
quero plantar sorrisos verdadeiros e olhares certeiros,
quero descansar a inquieta alma, minha...
que só dorme,quando exausta de sonhar,
espera chegadas triunfantes,das chuvas de março
que se foram e das flores de abril;
que tomaram conta das ventanias...
meus defeitos são expostos, chato demais seria
a “perfeição conceito máximo” de meninos-homens
brincando de me fazer feliz...
colho as flores para os vasos, enfeitar teus dias
chuto as pedras para ver rolar, as cercas...
que construiu em volta do teu peito
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Todos os direitos reservados a autora
“Silêncio para meus olhos”

Quero um grito de silêncio
estampar teu rosto em minhas camisetas
psicodélicas... eu e as estampas, de teu rosto
sou bem mais do que possa alcançar...
tua fala no peito escancaradas de sorrisos
palavras, palavras onde estão elas?
quando as queimei nos torres dos castelos
soprou o vento algumas, menos incomuns
picharei as que sobraram nos muros
das nossas esquinas, avisto...
á vista plena dos ventos em retirada
dos furações de silabas e rimas inauditas aqui...
grite um silêncio para meus ouvidos, e olhares
que alcançam meus sonhos perfeitos para dois
decibéis suportados até agora...
enlouqueço no barulho surdo das avenidas, propagandas
de lágrimas sem dor...graças em retirada,
preciso das janelas nossas e dos girassóis nascendo
para esse dia em busca do sol... o vento leva
e chega os sons de teus mágicos sorrisos...
plagiei tuas falas aos sons deles e vivo feliz
Sobre trilhos...sem voltas...

Andei sobre trilhos...
na cidade de São...
Paulo... são enigmáticos
trilhos, estações, ratos
trens e tais...Brás...homens,
Luz ... recordações
da infância ...trens “azuis”
em busca das avenidas
de Caetano... novos baianos
eu... sou... estações passaram
sem que eu percebesse, a beleza
não rústica, moderna, concreta...
demais para meu temperamento
azul... ainda sou garoa das tardezinhas
gorro, capa de chuva amarela...
puxada por umas mãos imensas
as de meu pai...tudo passa...
trens, estações, menos...
os sonhos da menina... ilusões,
concretas demais...jaz em inebriantes
situações... álbum de fotografias...
paisagens frias... estações
vou por entre os trilhos,
trilho outras vocações,
sobre tantas ilusões
trilhos...sem voltas!
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Todos os direitos reservados a autora
Esperas...

Completamente parada nesse jogo dos ventos,
há ruas, estradas, poeiras, nuvens...
querendo chorar sobre essa terra,
agonia de tantas dores parada
no céu estranho e azul de tantas bocas
gritos dados no silencio e escuro das noites
crianças famintas por sobrevida,
caixa de brinquedos jogada sem vida
misérias escondidas nos guetos
armários abarrotados de uns brancos imensos
parado nas gargantas, coquetéis de vida,
esperança de viver a própria vida, de sorrir
de não sentir dor... marcadas pela violência,
sorriem e contemplam as “benditas chuvas” do poeta,
esperam essas sobre os corpos que exalam odor,
da dor sórdida...horror...
contraíram o vírus da falta de amor
querem viver...seus gritos e choros são de vida
suas esperas são das chuvas benditas,
sobre suas peles sem cor...
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Precisa amadurecer...

o cerne de meu peito onde guardei sonhos tolos
tolo, reviravolta e meia volta
ferido está, os sorrisos fugiram dele
as certezas já não mais
entrelinhas absurdas
palavrinhas que insistem
em deixar na história
um sonho, um nada,
será que tudo isso era preciso?
Quero atear fogo em meus castelos de sonhos
No I e II... tochas incandescentes, por favor,
Subam as cortinas da verdade
Abaixem as das enganações e inverdades
Mentiras tolas...
Quero escurecer meu quarto,
Apaguem as luzes desses seus olhos grandes
E olhares mentirosos... que se acham sinceros
Quero deletar as imagens desses príncipes-sapos sem beijos
Quero implodir as torres dos castelos
E me soltar das ameias de prata
Se não entendem minha linguagem, minha escrita
Assistam às peças desses grandes bailes medievais
E prestem atenção nos bobos da corte
Esse coração tolo encenando a vida, esperando...
espera...esperando...o cair das cortinas...
Nas labaredas dos castelos...assisto...
O fim... que bom saber que tudo “um dia tudo acaba”
E que rosas sobrevivem aos invernos...
E que pássaros voam em bandos...
E que gaivotas são solitárias...
E que vou sobreviver...
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
…Estado de uma loucura qualquer…


O sono fugiu de meus olhos…
Insistem em abrir-se… São flores, rosas… Botões de rosas…Que lentos fazem uma dança do abrir-se… E ao iniciar pequenos passos melodiosos…Encerram-se em flores… vistosas... não botões de rosas… Imensas rosas…Amores perfeitos, em espalhados jardins azuis como os sonhos, que não consegui ter…Vermelhos e vibrantes… Como desejo, que não realizei, ser tua… Em tua boca…Quando encerrar meus olhos em sono mais profundo…Adianta-se a velar meu sono… Encerrando em minhas pupilas, não reagentes, meus olhares… Nada me adianta se não o amor de meus sonhos azuis... A velar meu leito… De sono mais profundo…Nada mais adianta… Se és ausente…Meu amor perfeito de sonhos azuis em jardins de rosas vermelhas! Quantos (in) ventos e ventanias… Ventos e inventos e não parti ainda…Queria encerrar-me em rosas vermelhas… Amores perfeitos e em sonhos azuis…Coroada de perfumes chocando ao redor… Ao som de meus sons pinkfloydianos…Afastem os lobos, os meninos… Que venham os psicodélicos, e progressivos.Passa um vento forte aqui… Uma ventania absurdamente perfeita!
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Descobrir-se só...

Azuis, como são todos os belos dias da sua vida,
Espreguiçar-se, relutar por abandonar aquela que foi seu abrigo seguro por mais ou menos cinco a seis horas, confidentes de seus sonhos, dos mais absurdos aos mais estranhos, tomar consciência de que se está viva, respirando e atrasada, pular rápido, escova de dente, cabelos, abrir o chuveiro, água quente, quase pelando…(escreveria minha mãe);
Ah! O banho, mesmo o mais rápido deles, revigora todas as células, chega a acordar a alma, revive o espírito, se é que esse algum dia deixou de ter vida… Um dia carregado com suas rotinas, tudo como foi ontem e antes de ontem, e ontem…
Mas algo de diferente acontece, lá pelo meio dia, e você se vira, e todos os seus sonhos, convicções, viram com você, e você se sente estranho, perguntas sem respostas, vazios preenchidos por grandes outros vazios…
Barulho dormente, Silêncio torturante.
E a vida continua a passar lá fora
Dentro estagnou, é só você e uma estranha dor que não passa…
O azul do dia, nublou, são agora alguns tons de cinza…
Quero voltar e não posso;
É apenas poesia abstrata demais
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Nossos Castelos de Sonhos I ...

Roubei de ti as “FLORES E PALAVRAS” e fiz de conta que foram feitas para eu…
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Sou pétalas na palma de tuas mãos...as vezes pelo chão...

Estou a precisar de mim...
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Meus delírios de amor...

Bendita Paixão...

Ah! Esse criar insano de vocabulários longos; que esperam infindáveis...infalíveis, jogos de palavras...Escrita Bendita... consome horas...Ativam células que parecem desfalecer...Ah! Viver... Esse viver... Bendita paixão...Esse esperar em horas, coisas que estão para acontecer...Perfeitas atitudes lúcidas... palavras reacendem um querer...Maior que esse céu de nuvens a construir o azul; azul...Azul-demais, nessa paixão incandescente, nesse dobrar de palavras,vermelhas; acrescentam sinais lógicos em retóricas...ilógicas.Misturam as cores, é uma alegria só...O vento passou por aqui, e levou convicções desse tempo veloz...Que só para, enroscados em anzóis.tecnicamente feitos para cessar...Rotas ativas de meios ativistas...deter...deteriorar...Perder-se entre um poema e outro... Criar...Retirar certas teias...tear...recitar...Uma canção de amor pra ti...ouvi-lo cantar,sonoramente tua fala canta, és pássaro...Rouxinol entre o verde oliva...
Do jardim de tuas rosas...
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Tenho conversado sozinha contigo... Sonhando autos diálogos, sonhar é meu mal... Me estrago... Me calo para os outros e me abro em uma fantasia...te esperar um dia...ter em meus braços...teus abraços...
Te quero, me olha e sinta...me escuta ao menos...
Te quero....
Copyright 2007 by D.Domeneghetti

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
E a Louca sou eu!!!!

Estou aqui me matando de estudar... O problema é que não consigo me concentrar em uma coisa só... No meio das informações... Vêm pensamentos... Material para a danada da escrita que bem sabe sou apaixonada...
Minha sorte que nessa avaliação matemática tem "peso 2" o que vale mesmo é o "bendito "português... e interpretação... Ufffa!!!
Falando em matemática....
Releitura da semana:
-"Que bem escondido dentro de cada Psiquiatra... Existe um "louco"...E que dentro de cada louco existe um "Filosofo"...
"Mas que dentro de cada Físico... Se encondem dois loucos: "Um dentro e um fora...Que só escolheu a Física...Por que não ter coragem de assumir sua loucura..."
Ele riu...
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Sofrendo de Regionalismo Crônico...
Sabe? Ah! É claro que não sabe…Intão (Nhtão) vou falar…Essa coisa da lingüística… Me fascina…Os “Tu “e “mas” do sul… Os “intão” da minha cidade, São Paulo, que “São Paulo”, versado nas letras com “Dom das Palavras” e tudo o mais, nem nos ouça… Reviraria no santo túmulo, mas então…
Tive o prazer de conhecer Minas Gerais e fazer amizade com um mineiro, diga-se de passagem, “Um tanto” “dimais” de “bão”.A gramática do meu Word nem aceita tantos erros de conjunção, mas muito cuidado que “ocê” pode acabar por “apaixonar com ele”… Ou “apaixonar com eles”…É mineiro não apaixona por ele… “Por” nem pelas mineiras… o que acontece é que “apaixona com ele”… ou “com ela”…Eu particularmente… Apaixonei e amo esse modo único de dizer coisas… Tem coisa mais linda que ouvi um bonitim… com jeitim de minerim…
Ah! Num tem não, sÔ!
E tem mais mineiro não finda, não termina, mineiro “acaba”, “to acabando um tanto de coisa aqui”…
Essa coisa de sintetizar o que poderia ser dito inteiro… Ou de “acabar” vivendo “agarrado” nos tantos de coisas…
“Mas, coisa chata a parte”… é relógio de mineiro… Extenso demais sô, quando 20 minutos conseguiram já ser 60 minutos… Ou mais…
-"Mas quem tem pressa aqui"? Culpa minha, paranaense com costumes paulistas estressada até a tampa… É “estressadim por dimais”, “cê tem razão”.
Mas eu preciso “de ir”…Nosssaaaa… “De ir”… Mas nunca vi um de ir tão lindo como saindo daquela voz mansa… De meu amigo…
Ai! que vontade de estar agarrada (opa no bom sentido, porque estar perto de mineiro é agarrada) com ele…
Eu nunca ouvi esse meu amigo falar uai, de certa forma fiquei decepcionada “com” isso, nem teorias sobre queijos, nem receitas de pão de queijo, porque mineiro não fala, mineiro “diz”…
-“Dizzzzzzzz o que cê tem”?
Um dia convidou dizendo se eu queria ir aos arredores de Ouro Preto, ver um "trem" novo…Na hora viajei…Nos trens azuis de Venturini… Nas estradas e nuvens de poeiras das canções de Marcio e Lô Borges, porque tem paisagens mais lindas do que as das janelas laterais dos “Trens de Minas Gerais”?
–“Não tem, não”… SÔ… Ah! Esses mineiros…Mas por vias das duvidas perguntei:
-”Que trem novo é esse”?
-”Ah”! É trem de ferro, messsss, engraçadin…
Vocês nem imaginam… ”Do que” esse mesmo alongado e contraído e esse “engraçadinha” pela metade causaram…
Em uma conversa sobre noção de paraíso com outro mineiro:
-“Isso aqui é o paraíso!!!!”
-"Mas o paraíso ta dentro docê uai"!
Um nossa (nó) mineiro quem soltou fui eu “noooooosa”, que expressão mais bonitinha…
Realmente fico abismada “com o tanto” de palavras que eles fazem virar melodia dentro da gente…
Acho que ando sofrendo de regionalismo crônico…Resolvida a não acabar com isso… Findar… Terminar o texto… Por quê? "Óiprocevê":
-Ah! Resolvi viver em Minas… "Émez"... Pretendendo residir lá, sÔ !!!!!
Um bom pretexto… Quero conhecer melhor o “idioma” mineiro…
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O Mar lá... das Minas Gerais

Quando meus pés tocaram o solo de minas
meus olhares já haviam notado a beleza dos ares..
Apaixonei... “com ela”
Não posso dizer que pela beleza porque todas as cidades têm lá a sua...
Foi a magia...mágica...não tem explicação
Assim como todas as paixões... se tornaram perfeitas
Mesmo com seus defeitos...procuro e não os encontro
São só os mares de montanhas... alturas de olhares,
as possibilidades de poder saltar deles,
o coração se anima ao lembrar das sutilezas
dos cantos daquele lugar, paisagens entoarias
vida buscando caminhos para lá voar,
que coisa... um vento para me entender
o som das vozes macias,o jeito de dizer coisas
o ar, o mar de montanhas, não quero explicar
quero deixar dito, não preciso de razões para lá estar
estou e pronto, mesmo estando do outro lado do mar
são os mares de montanhas que me arrastam
espantada quando olhei na geografia e mar não havia
poderia querer o Rio em janeiro, Itália em abril, Paraná em junho,
os interiores de São Paulo em setembro, Florianópolis em outubro...
Mas quero estar lá o ano inteiro...
questionada sobre o que existe lá... descobri o que há:
há a alma pulsante de Drummond, voando por lá
há sangue de heróis pelo chão
há os cantos apaixonantes, dos meninos mineiros,
janelas laterais, trens e canteiros, nem vou citar...
há poesias de um coração a mando desse lugar,
dialetos que arrepiam a língua...
portuguesa... preciso arrumar um mineiro para estar...
que possa por graça... cometer todos os erros,
das concordâncias verbais, somente para me alegrar
quero morrer de viver lá...
entre os mares de montanhas,
viver do meu olhar... Lá, amar.
Uma Ventania Qualquer...

Somente a poesia para mostrar a beleza, dessa natureza toda.
Aqui ameaça um vento; meu sorriso parece que vai sair correndo e de repente para, inventos.
As nuvens estão brincando comigo, as gotas de chuva, escondem-se, apóiam-se em noites quentes de verão...
Todo instante é pura...emoção...a chuva que teima em não cair... Respiro...
Suor escorre do meu rosto... gotas quentes...ventos quentes...prenúncios de um temporal distante...
Bem que poderia desabar o céu agora... Chove ai... bem sei...
O céu continua estrelado...janelas abertas...corpo debruçado... Poesia dessa minha noite...Vida distante...
Escondida entre árvores que desejam o balanço e o beijo das chuvas... Doces beijos enamorados... d’águas doces.
A noite fez-se longa dentro desses temporais distantes... Conexões desconectadas vestem temporal...
Atemporal que desce inconstante...Quereria ser gotas agora... Que molhassem seu semblante, vento que desalinhasse seus cabelos...
Todos... Brincassem com o menino...distante, memória... De ternos e quentes abraços dados em aparente tela... fria...
Beijos quentes e molhados... inventos...sólida visão para viver dias... solitários e tristes sem tua companhia...
Chove agora... dentro d’alma... chove...saudades.
Copyright 2007 by D.Domeneghetti
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